Procuradores admitem que Marine Le Pen possa concorrer às presidenciais de 2027

Os procuradores franceses admitiram que Marine Le Pen possa manter a possibilidade de se candidatar às eleições presidenciais de 2027, ao pedirem que a eventual pena de inelegibilidade não seja aplicada de forma imediata no processo de recurso do caso dos assistentes parlamentares europeus.

No Tribunal da Relação de Paris, o Ministério Público defendeu a condenação da líder do Rassemblement National a quatro anos de prisão, três dos quais com pena suspensa, com a parte efetiva a ser cumprida em regime de prisão domiciliária com vigilância eletrónica. Foi igualmente pedida uma multa de 100 mil euros e uma inibição de direitos políticos por cinco anos.

Ao contrário da decisão em primeira instância, os procuradores não solicitaram a execução provisória da inelegibilidade, o que permitiria a Le Pen recorrer para o Supremo Tribunal com efeito suspensivo e, assim, manter-se elegível.

Marine Le Pen recordou que se tratam apenas de alegações e não de uma decisão final.
O processo diz respeito a alegados desvios de fundos do Parlamento Europeu para fins partidários, pelos quais a dirigente já tinha sido condenada em 2025. O acórdão do recurso deverá ser conhecido antes do verão de 2026.

Entretanto, a incerteza mantém-se no seio do Rassemblement National quanto ao candidato presidencial, num contexto em que sondagens recentes apontam o atual líder do partido, Jordan Bardella, como o preferido de uma parte significativa do eleitorado.

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