O presidente russo, Vladimir Putin, assinou um decreto que acelera a confiscação e venda de ativos de empresas estrangeiras na Rússia, no âmbito de um novo mecanismo de privatização. Segundo a agência Bloomberg, a medida é uma resposta direta às sanções ocidentais.
O decreto reduz para 10 dias o prazo de avaliação dos ativos antes da venda e simplifica o registo estatal da propriedade, ficando o banco público Promsvyazbank responsável pelas transações.
A decisão surge num momento em que a União Europeia discute a utilização de cerca de 200 mil milhões de euros de ativos congelados do Banco Central da Rússia para apoiar a Ucrânia. Moscovo já classificou esta intenção como “roubo”, prometendo medidas de retaliação.
Empresas como UniCredit, Raiffeisen Bank International, PepsiCo e Mondelez International ainda operam na Rússia, apesar de muitas multinacionais terem abandonado o país após a invasão da Ucrânia, em 2022.
Vários especialistas sublinham, contudo, que o impacto poderá ser limitado, uma vez que muitos bens estrangeiros relevantes já foram colocados sob administração temporária ou abandonados pelas próprias empresas.