A França encerrou oficialmente sua presença militar no Senegal, pondo fim a 65 anos de presença contínua no país africano, muitos deles que adoptaram a língua francesa como veículo de comunicação oficial.
De acordo com a “All África” uma cerimónia foi realizada nesta em Dacar, culminando com a devolução formal do Camp Geille e o campo de aviação francês localizado no aeroporto da capital.
As autoridades do Senegal afirmaram já a retirada da tropa francesa no Senegal simboliza mais do que o fechamento de uma base, maa sim representa o fim de uma era.
O presidente senegalês Bassirou Diomaye Faye, eleito em 2024 com uma plataforma voltada para a soberania nacional e reformas profundas, havia prometido durante o seu manifesto eleitoral a retirada de todas as tropas estrangeiras até o final de 2025.
No discurso durante a cerimónia da retirada oficial das tropas francesas, o presidente Faye reiterou que, embora o Senegal deseje autonomia total sobre seu território, o país continuará a cooperar com a França em outras áreas, destacando que o fim da presença militar não implica um rompimento total nas relações bilaterais.
“Estamos encerrando um capítulo da nossa história, mas não cortando os laços”, afirmou Faye, diante de oficiais senegaleses e franceses.
O Senegal era o último país da África Ocidental e Central a abrigar uma base permanente do exército francês, após retiradas semelhantes em países como Mali, Burkina Faso e Níger.