Esta semana a Ucrânia executou um dos seus ataques com drones mais profundos, atingindo uma fábrica de defesa em Izhevsk, no centro da Rússia, distante mais de 1 000 km da linha da frente. O ataque causou a morte de três pessoas e ferimentos em cerca de 35, reforçando a estratégia ucraniana de combate ao inimigo no seu território.
Entretanto, forças russas afirmam ter capturado a totalidade da região de Luhansk e avançado em Sumy — incluindo a tomada de Kostiantynivka a 2–3 de junho, aproximando-se a 20–25 km da cidade de Sumy. O Kremlin intensificou ofensivas em duas frentes (Donetsk e Sumy), procurando consolidar ganhos antes do outono.
Paralelamente, a Ucrânia procura fortalecer a produção conjunta de armamento com aliados europeus, em resposta à suspensão parcial de envios de armas pelos EUA, que incluía sistemas de defesa aérea como os Patriot. A União Europeia já ultrapassou os EUA no apoio militar, mas continua a faltar equipamento essencial norte‑americano.
No plano diplomático, o presidente Putin conversou com Macron — o primeiro contacto direto desde 2022 —, tendo o líder francês apelado a um cessar-fogo e a negociações para a resolução do conflito.