Uma megaoperação coordenada pelo Ministério Público Europeu (EPPO) está a expor um esquema de fraude aduaneira e contrabando de grande escala, com ramificações na Grécia, Itália, Espanha, Bulgária, França e Bélgica. A investigação — iniciada com informações do OLAF (Organismo Europeu de Luta Antifraude) — envolve suspeitas de suborno, branqueamento de capitais, evasão ao IVA e criação de organização criminosa.
Na Grécia, a Polícia Helénica, através do Serviço de Assuntos Internos e do Departamento de Investigação Criminal, levou a cabo rusgas na 3.ª Alfândega do Pireu e em 20 residências e escritórios ligados a funcionários aduaneiros.
Oito pessoas foram detidas: três por posse ilegal de armas e cinco por crimes como contrabando e corrupção. De acordo com as autoridades, os suspeitos declaravam mercadorias falsas nos processos de desalfandegamento para fugir ao pagamento de taxas e impostos.
Foram já apreendidos cerca de 4,5 milhões de euros em numerário, mas o impacto financeiro do esquema é muito superior: estima-se que o prejuízo acumulado para o Estado grego e para a União Europeia ultrapasse os 250 milhões de euros.
As investigações continuam nos seis países envolvidos e deverão intensificar-se nos próximos dias.