UE incentiva reabastecimento antecipado de gás e reduz metas devido à guerra no Irão

A Comissão Europeia pediu aos Estados-Membros que começassem mais cedo o reabastecimento das reservas de gás, devido a interrupções no fornecimento de GNL do Qatar provocadas pelos ataques dos EUA e Israel ao Irão. O objetivo é evitar picos de preços e garantir reservas suficientes para o próximo inverno.

O comissário europeu para a Energia, Dan Jørgensen, sugeriu também reduzir os objetivos legais de armazenagem, de 90% para cerca de 80% (com exceções até 70%), oferecendo maior flexibilidade e evitando compras de pânico. Atualmente, os níveis de gás na UE estão em cerca de 30%, muito abaixo da média de 10 anos (58%).

A presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, anunciou medidas temporárias para conter os aumentos nas faturas de eletricidade, incluindo redução de impostos sobre a eletricidade, ajustes nas taxas de rede e uso da Reserva de Estabilidade do Mercado para mitigar oscilações de preços.

Diversos países estão a implementar medidas nacionais:

  • Itália e Áustria reduzem impostos e limitam margens de lucro das empresas energéticas;
  • Grécia combina controlo de preços e subsídios para famílias;
  • Portugal aprova quadro jurídico para limitar preços em mercados voláteis;
  • Espanha reformou a ligação entre preços do gás e eletricidade;
  • Eslováquia prioriza abastecimento interno, restringindo vendas a compradores estrangeiros.

O reforço do armazenamento antecipado e a coordenação das políticas visam proteger o bloco europeu de choques externos e evitar uma repetição da crise de 2022, quando a invasão da Ucrânia pela Rússia disparou os preços de energia.

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