A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, apresentou um plano ambicioso para fortalecer a defesa da União Europeia, incluindo a criação de uma Task Force conjunta com a Ucrânia e um Mecanismo Europeu de Vendas Militares.
Estas iniciativas fazem parte do Livro Branco sobre Defesa, que delineia as principais prioridades de investimento e financiamento para o setor nos próximos anos.
Von der Leyen destacou que a iniciativa ReArm Europe poderá mobilizar até 800 mil milhões de euros nos próximos quatro anos.
O objetivo é reforçar a base industrial de defesa europeia, aumentar a produção de equipamento militar e acelerar a integração da Ucrânia no mercado europeu de armamento.
O plano identifica como áreas prioritárias a defesa aérea e antimísseis, a produção de munições e mísseis, o desenvolvimento de drones e o fortalecimento da cibersegurança e mobilidade militar. Para apoiar este processo, será promovido um diálogo estratégico entre a Comissão Europeia e a indústria de defesa.
Os líderes da UE manifestaram apoio político à proposta numa cimeira extraordinária, mas a tomada de decisões concretas deverá ocorrer apenas na cimeira de junho.
A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, alertou para a necessidade de uma resposta imediata, sublinhando que a Europa deve estar preparada para se defender e que medidas urgentes são indispensáveis.
O anúncio surge num contexto de crescente preocupação com as ameaças russas à segurança europeia. Relatórios de agências internacionais indicam que a Rússia poderá desenvolver capacidade para lançar um ataque contra um aliado europeu da NATO antes do final da década.
Von der Leyen garantiu que a UE está mais unida do que nunca e reforçará a cooperação com a NATO, os Estados Unidos e outros parceiros estratégicos, incluindo o Reino Unido, o Canadá e a Noruega.