A União Europeia renovou por mais seis meses as sanções aplicadas a mais de 2500 pessoas e entidades acusadas de apoiar a invasão russa da Ucrânia. A lista negra mantém nomes como o presidente Vladimir Putin, o chefe da diplomacia Sergey Lavrov, altos responsáveis militares, oligarcas, empresários e propagandistas, bem como indivíduos envolvidos no rapto de crianças ucranianas em territórios ocupados.
A decisão foi tomada em Bruxelas, após semanas de discussões marcadas por tentativas da Hungria e da Eslováquia de retirar alguns nomes, sem sucesso.
A presidência dinamarquesa chegou a propor que a duração das medidas fosse alargada para 12 meses, mas a alteração foi rejeitada.
A renovação coincide com os esforços de Bruxelas e Washington para coordenar novas formas de pressão sobre Moscovo.
A Comissão Europeia prepara o 19.º pacote de sanções, com foco na chamada “frota fantasma” e em entidades que facilitam a evasão, mantendo também a meta de eliminar progressivamente os combustíveis fósseis russos até 2027.
A decisão surgiu dias depois de drones russos terem violado o espaço aéreo da Polónia, episódio que reacendeu tensões internas na NATO.