A União Europeia recebeu, a 3 de agosto, mais 1,4 mil milhões de euros em receitas geradas pelos juros dos ativos do Banco Central da Rússia que permanecem imobilizados ao abrigo das sanções europeias.
Este é o quinto pagamento realizado com recurso aos lucros extraordinários destes ativos e corresponde às receitas acumuladas durante o primeiro semestre de 2026. Desde a sua imobilização, os ativos russos já geraram um total de 8 mil milhões de euros em receitas extraordinárias.
Do total de juros agora recebidos, 95% serão canalizados para o Mecanismo de Cooperação para Empréstimos à Ucrânia, que financia o reembolso da assistência macrofinanceira concedida pela União Europeia e dos empréstimos atribuídos pelos países do G7 no âmbito da iniciativa Extraordinary Revenue Acceleration (ERA), cujo valor global ascende a 45 mil milhões de euros. Os restantes 5% serão destinados ao Mecanismo Europeu de Apoio à Paz, contribuindo para responder às necessidades militares e de defesa da Ucrânia.
Os ativos do Banco Central da Rússia foram congelados na sequência das sanções impostas pela União Europeia em resposta à invasão da Ucrânia. Embora os ativos permaneçam bloqueados e continuem a pertencer à Rússia, os juros gerados pelas reservas imobilizadas são utilizados, ao abrigo da legislação europeia adotada desde 2024 e reforçada em 2025, para apoiar a recuperação e a defesa da Ucrânia, sem recorrer ao capital originalmente congelado.