A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, defendeu no seu discurso sobre o estado da União o fim da regra da unanimidade em certas áreas da política externa da União Europeia, apelando à adoção da maioria qualificada. “É tempo de nos libertarmos dos grilhões da unanimidade”, afirmou, sublinhando que o atual sistema torna a UE lenta e dificulta decisões como sanções contra países como a Rússia ou Israel.
A mudança, no entanto, enfrenta forte resistência. Países como a Hungria têm usado o veto como instrumento de influência, enquanto Estados como Alemanha, França, Bélgica ou Itália defendem maior recurso à maioria qualificada.
Vários especialistas lembram que, para abolir o veto, seria necessária unanimidade entre os 27, o que torna a reforma difícil de concretizar.
Segundo alguns analistas na matéria, a questão poderá ganhar novo fôlego com o debate sobre o alargamento da UE à Ucrânia, Moldávia e Balcãs Ocidentais.
Ainda assim, por enquanto, o apelo de Von der Leyen é visto mais como uma pressão política do que como o início de um processo formal.