A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, defende esta segunda-feira, no Parlamento Europeu, a sua continuidade à frente do executivo europeu, após a apresentação de uma moção de censura que será votada na próxima quinta-feira.
A moção, que poderá levar à destituição de toda a Comissão, exige dois terços dos votos expressos e uma maioria absoluta dos eurodeputados para ser aprovada — um cenário considerado pouco provável, mas politicamente relevante.
A votação será feita de forma nominal, o que significa que cada deputado terá de declarar publicamente o seu voto.
Desde a criação da União Europeia, foram apresentadas nove moções de censura contra diferentes Comissões, mas apenas uma levou à demissão — em 1999, com a saída do executivo liderado por Jacques Santer, na sequência de escândalos de má gestão. Mesmo nesse caso, a demissão ocorreu antes de uma votação formal.
A última tentativa de censura ocorreu em 2014, motivada pelo escândalo “Luxembourg Leaks”, mas falhou largamente.
Esta nova iniciativa, embora com fracas hipóteses de sucesso, acontece num momento sensível para von der Leyen, que procura assegurar um segundo mandato.
No seu discurso, a presidente deverá destacar o trabalho realizado pela Comissão e apelar à estabilidade institucional da União.