O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, afirmou que a Ucrânia pretende aderir à União Europeia em 2027, defendendo que a integração no bloco é uma garantia essencial de segurança, tanto para o país como para toda a Europa.
Após uma conversa com o chanceler austríaco Christian Stocker, Zelenskyy sublinhou que a Ucrânia estará tecnicamente preparada para a adesão nesse ano, depois de concluir a abertura de todos os capítulos de negociação em 2026. O país obteve o estatuto de candidato em 2022 e iniciou formalmente as negociações em 2024.
Apesar dos progressos, o processo enfrenta obstáculos políticos. A Hungria continua a bloquear a abertura de capítulos, alegando riscos económicos e de segurança. O governo húngaro já afirmou que irá opor-se à adesão ucraniana.
Entretanto, Bruxelas admite explorar um modelo de “integração gradual”, que permitiria à Ucrânia participar parcialmente em políticas e programas da UE antes da adesão plena. Funcionários europeus confirmam que esta abordagem está a ser discutida entre os Estados-Membros.
A União Europeia continua a prestar apoio técnico a Kiev, reconhecendo os avanços realizados num contexto marcado pela guerra, pelas negociações de paz e pelas reformas exigidas para a integração no bloco.