Mais de 50 países aceleram planos nacionais para travar perda de biodiversidade até 2030

A perda de biodiversidade está a ocorrer a um ritmo sem precedentes, ameaçando ecossistemas, espécies e a própria sobrevivência humana. Perante este cenário, as Nações Unidas alertam para a urgência de transformar compromissos internacionais em ações concretas, sublinhando que mais de três mil milhões de pessoas já são afetadas pelos impactos da degradação ambiental, com reflexos na segurança alimentar, hídrica e climática.

Para responder à crise, a ONU tem apelado aos Estados para que atualizem e implementem as Estratégias e Planos de Ação Nacionais para a Biodiversidade (NBSAP, na sigla em inglês). Estes instrumentos são essenciais para cumprir as metas do Quadro Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal, adotado em 2022 por 196 países, que estabelece objetivos ambiciosos até 2030 para travar a perda da biodiversidade e restaurar ecossistemas degradados.

Atualmente, cerca de 40% das terras do planeta encontram-se degradadas e cerca de um milhão de espécies estão em risco de extinção. A ONU alerta que, sem planos nacionais sólidos, os compromissos globais não poderão ser alcançados. A perda de biodiversidade afeta sobretudo comunidades rurais, mulheres, povos indígenas e grupos marginalizados, agravando a pobreza e reduzindo a fertilidade dos solos e a produção agrícola.

Apesar da mobilização internacional e do apoio técnico e financeiro do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e do Fundo Global para o Ambiente, apenas 59 países apresentaram até agora planos nacionais revistos e alinhados com o quadro global. As Nações Unidas defendem uma aceleração urgente deste processo, envolvendo governos, setor privado e sociedade civil, para garantir benefícios ambientais, sociais e económicos a longo prazo.

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