Milhares de colonos israelitas recrutados pelo exército estão a dificultar a distinção entre violência estatal e individual contra palestinos na Cisjordânia ocupada, segundo alertou o Escritório de Direitos Humanos da ONU. Com apoio do governo de Israel, esses colonos participam de ataques coordenados em vilarejos palestinos, como os registados em Ramallah e Nablus, onde três pessoas foram mortas por soldados israelitas em Kafr Malik.
Segundo a ONU, o objetivo é claro: expulsar comunidades palestinas para confiscar as suas terras. Em áreas como Masafer Yatta, autoridades israelitas rejeitaram todos os pedidos de construção palestinos, alegando uso militar da região. A medida, somada a demolições, prisões arbitrárias e violência diária por parte de colonos, já deslocou mais de 6.400 palestinos desde outubro de 2023.
A ONU alerta que essas ações podem configurar crimes de guerra e, em larga escala, crimes contra a humanidade. Despejos forçados em Jerusalém Oriental e outras áreas seguem amparados por leis israelenses que favorecem judeus em detrimento dos palestinos — uma prática considerada ilegal pelo direito internacional.