O conflito entre o Hezbollah e Israel intensificou-se nas últimas horas, com bombardeamentos e confrontos diretos ao longo da fronteira libanesa. Na madrugada de quarta-feira, ataques israelitas atingiram áreas residenciais, resultando em pelo menos seis mortos, enquanto o Hezbollah retaliou atingindo bases militares e instalações industriais em Israel.
Os ataques israelitas nas cidades do sul de Beirute, Nabatieh e Saida provocaram a destruição de casas e o aumento exponencial de deslocados internos, que já ultrapassam 80 mil pessoas. Em Baalbeck, pelo menos nove civis morreram enquanto tentavam evacuar o Vale do Bekaa. A situação humanitária torna-se cada vez mais crítica, com escolas, hospitais e infraestruturas civis ameaçados pelos ataques contínuos.
Na quinta-feira, o Hezbollah lançou novas salvas de rockets contra o território israelita. Israel respondeu com ataques aéreos contra alvos do Hezbollah, incluindo plataformas de rocktes, ampliando o destacamento militar no sul do Líbano. O Xeique Naim Qassem, secretário-geral do Hezbollah, justificou os ataques como retaliação a 15 meses de agressões israelitas que resultaram na morte de 500 membros do grupo e na devastação de aldeias fronteiriças.
A escalada preocupa a comunidade internacional, com alertas de possíveis ações militares adicionais e apelos para proteger civis e manter a unidade territorial do Líbano.