Guerra no Médio Oriente pressiona mercados energéticos e agrava desigualdades globais

A guerra no Médio Oriente está a provocar fortes perturbações nos fluxos de petróleo e gás a nível mundial, agravando as perspetivas económicas globais. Segundo uma análise recente, o impacto da crise não é uniforme, afetando de forma distinta países importadores e exportadores de energia.

De acordo com especialistas do Fundo Monetário Internacional, os países exportadores de petróleo conseguem, em alguns casos, amortecer melhor os choques nos mercados energéticos, enquanto os países diretamente afetados pelo conflito enfrentam perdas mais significativas. Já as economias dependentes de importações de energia são especialmente vulneráveis ao aumento dos preços e à incerteza no abastecimento.

O estudo destaca ainda que o impacto é mais severo nos países com menor margem de manobra económica e menor capacidade de resposta política. Muitas destas economias têm classificações de crédito mais baixas, o que limita o acesso a financiamento e reduz a capacidade de enfrentar choques externos.

Entre os mais afetados estão vários países da África Subsariana e pequenos Estados insulares, onde a dependência de importações de energia é elevada e o espaço orçamental é reduzido. Esta combinação torna estas economias particularmente expostas às flutuações dos preços internacionais do petróleo.

Apesar da dimensão global do choque, o FMI sublinha que os efeitos são profundamente desiguais, reforçando a necessidade de políticas económicas mais resilientes e de apoio internacional direcionado aos países mais vulneráveis.

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