Num discurso difundido esta quarta-feira, o Secretário-Geral do Hezbollah, Sayyed Hassan Nasrallah, indicou que caso Israel avance com uma invasão no Líbano, tal como anunciado recentemente pelo governo Israelita, o grupo xiita não terá qualquer contenção em responder com agressões militares ilimitadas e que Israel não poderá garantir a sua segurança.
Nasrallah acrescentou que o Hezbollah tem informação detalhada sobre pontos militares estratégicos em território Israelita e que possui arsenal suficiente, incluindo mais de 100 mil combatentes activos, para causar danos devastadores.
O líder do Hezbollah incluiu ainda uma referência ao governo do Chipre, indicando que se o governo cipriota disponibilizar os seus aeroportos e bases militares para que Israel ataque o Líbano a partir do seu território, o Chipre será considerado um protagonista cúmplice nesta guerra.
O Presidente Cipriota, Nikos Christodoulides, respondeu a esta ameaça na noite de quarta-feira dizendo que o Chipre continuará sem qualquer envolvimento no conflito e que a sua prioridade é encontrar soluções, nomeadamente através do corredor humanitário de Amalthea, inaugurado em março deste ano, para assistir a população civil de Gaza por via marítima.
Apesar do tom inflamado de Nasrallah durante o seu discurso, o líder do Hezbollah salientou que as suas acções militares contra Israel desde o dia 8 de outubro de 2023 refletem um apoio a Gaza e exigência do fim da guerra e não a intenção de escalar o conflito.
Entretanto, segundo a publicação Middle East Eye, o enviado especial Amos Hochstein, que esta semana se reuniu com o Primeiro-Ministro libanês Najib Mikati, revelou que os EUA estarão dispostos a apoiar directamente Israel numa ofensiva militar contra o Hezbollah no Líbano, especialmente a partir do momento em que as agressões contra Gaza diminuam de escala.
João Sousa, e-Global