A escalada do conflito no Médio Oriente está a refletir-se no ciberespaço. Especialistas alertam para um aumento de ataques digitais ligados ao Irão, com vários países europeus, incluindo Portugal, a surgirem como alvos potenciais.
O Irão recorre a grupos estatais e hacktivistas para espionagem, sabotagem e desinformação, especialmente após operações militares dos EUA e Israel contra alvos iranianos em fevereiro de 2026. As ações incluem phishing, DDoS e intrusão em redes, visando roubo de dados e sabotagem de sistemas.
Portugal é considerado vulnerável devido a:
- pertença à NATO
- ligações económicas e tecnológicas com EUA e Israel
- presença de empresas internacionais e infraestruturas digitais estratégicas
Setores como banca, energia, telecomunicações e tecnologia são os mais sensíveis. Especialistas recomendam reforço da cibersegurança, com autenticação multifator, monitorização contínua e formação contra phishing. Para utilizadores comuns, boas práticas de proteção digital, como passwords fortes e autenticação em dois fatores, permanecem essenciais.
O conflito demonstra que a guerra moderna também se trava no ciberespaço, afetando mesmo países distantes do terreno físico.