Os protestos no Irão prolongam-se pelo terceiro fim de semana consecutivo, marcados por uma forte repressão das autoridades, um apagão nacional da internet e um elevado número de mortos e detidos, segundo organizações de direitos humanos e fontes internacionais.
As manifestações começaram em finais de dezembro de 2025, inicialmente motivadas pela deterioração económica e pela desvalorização acentuada da moeda, mas rapidamente evoluíram para exigências mais amplas de mudanças políticas e reformas profundas no sistema.
Organizações de defesa dos direitos humanos relatam que a violência das forças de segurança já resultou em mais de 500 mortos, incluindo manifestantes e elementos das forças de ordem, e em mais de 10 600 detenções, enquanto as autoridades continuam a bloquear o acesso à internet e às comunicações telefónicas para dificultar a coordenação dos protestos e limitar a cobertura incidente.
O Governo iraniano tem justificado a repressão qualificando os protestos de “distúrbios incitados por forças estrangeiras” e apelando à segurança para “proteger a ordem pública”, mas continua a enfrentar críticas de defensores dos direitos humanos, que denunciavam o uso excessivo da força e violações graves durante a tentativa de controle das ruas.
Entretanto, manifestações de solidariedade com os protestos no Irão têm ocorrido em várias cidades europeias, refletindo o crescente eco internacional das reivindicações de liberdade e justiça social.