O porto de Hodeida, no Iémen, foi bombardeado pelas forças militares Israelitas na noite de segunda-feira, em resposta ao ataque que os Houthis efetuaram contra Israel no domingo, quando um míssil alcançou as imediações do aeroporto Ben Gurion, em Tel Aviv, fazendo vários feridos.
Hodeida é a quarta maior cidade Iemenita e possui o mais importante porto comercial do país, onde entra cerca de 80% de ajuda humanitária para a população. De acordo com as autoridades Israelitas, os alvos, incluindo uma fábrica de cimento, eram usados para operações das forças dos Houthis contra Israel. Para já, há informações que os bombardeamentos causaram mais de 20 feridos, mas é possível que os números de pessoas afetadas aumente.
Esta operação efetuada por Israel, através de jatos militares, era esperada, após Tel Aviv ter ameaçado vingança pelo mais recente bombardeio dos Houthis contra Tel Aviv. Este ataque, que atingiu uma área muito perto do maior aeroporto Israelita, causou feridos e lançou o caos entre a população local que se refugiou em abrigos anti-aéreos. Mais tarde, várias companhias aéreas internacionais anunciaram o cancelamento temporário dos seus voos para Israel, incluindo a Air France, Lufthansa e Delta.
Entretanto, o porta-voz dos Houthis, Yahya Saree, aproveitou o sucesso da operação para avançar que mais ataques serão organizados contra Israel e que o seu espaço aéreo ficará intransitável por falta de segurança. No seu depoimento, Saree disse ainda que o apoio a Gaza continuará enquanto não houver uma resolução efetiva no processo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas.
A retaliação israelita na noite de segunda-feira indica que o governo de Benjamin Netanyahu se mantém irredutível e que a paz na região está longe de ser alcançada num futuro próximo.
João Sousa, a partir de Beirute para a e-Global