As forças militares Israelitas efetuaram um ataque de drone na aldeia de Tebnine esta sexta-feira, matando um civil Libanês e ferindo três pessoas.
Esta operação vem na sequência de uma semana particularmente violenta no Líbano, com bombardeamentos em diversas localizações no sul Libanês, que incluiu também ordens de evacuação residencial na quinta-feira por parte do porta-voz Israelita Avichay Adraee através das suas redes sociais que afetaram vilas e aldeias como Bourj Qalaway, Kfar Tbnit, Mais Al Jabal, Debbin e Al Shahabiya, onde residem milhares de cidadãos Libaneses.
Várias famílias fugiram das respetivas casas com medo de serem afetadas pelos bombardeamentos, que, minutos mais tarde foram levados a cabo por drones Israelitas, sob o pretexto que as localizações atacadas continham armas do Hezbollah, sem no entanto apresentar provas das suas acusações.
O Presidente Libanês, Joseph Aoun, condenou as agressões e realçou que o silêncio dos EUA e França (para dois países que originalmente garantiram promessas de segurança aquando do início do cessar-fogo entre Israel e o Líbano) está a incentivar novas agressões.
O Primeiro Ministro Nawaf Salam também apelou à comunidade internacional para colocar pressão máxima sobre Israel e prevenir uma escalada nas operações militares contra o Líbano.
Por seu lado, a FINUL (Força Interina das Nações Unidas no Líbano), afirmou que estes ataques Israelitas violaram a Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU e que colocam uma situação de frágil estabilidade no território Libanês. Alguns oficiais da FINUL admitiram ter buscado refúgio numa das suas bases perto das aldeias atacadas na quinta-feira para fugir aos bombardeamentos Israelitas. O Exército Libanês também emitiu um comunicado oficial onde acusou Israel de obstruir o posicionamento de militares Libaneses no sul e que a continuação das suas agressões irá prejudicar ainda mais a implementação do plano de desarmar o Hezbollah e de depositar o monopólio das armas nas mãos do exército nacional.
Já no início desta semana, e momentos após Joseph Aoun ter declarado na recente cimeira Árabe em Doha que estava preparado para estabelecer paz com Israel, o exército Israelita bombardeou um edifício residencial em Nabatieh, no sul do Líbano, causando feridos graves, na sua maioria mulheres e crianças.
Desde o início do cessar-fogo em Novembro passado, Israel já cometeu mais de 4.500 violações contra o Líbano, incluindo voos ilícitos de drones militares no espaço aéreo soberano Libanês, bombardeamentos de infraestruturas civis, assassínios de cidadãos, ocupação de pelo menos cinco pontos estratégicos ao longo da fronteira com o Líbano e a recusa de terminar as suas agressões.
João Sousa, a partir do Sul do Líbano, para a e-Global