Israel mantém tropas em cinco posições estratégicas no Líbano, apesar do término, esta terça-feira, do prazo acordado para a sua retirada, no âmbito do acordo de cessar-fogo com o Hezbollah.
A permanência das forças israelitas levanta questões sobre a estabilidade da trégua, com o Hezbollah a acusar Israel de violar os termos desse acordo.
Nadav Shoshani, porta-voz das forças armadas israelitas, justificou a medida afirmando que a manutenção das tropas é necessária para garantir a segurança dos cidadãos israelitas que vivem próximos da fronteira. Permanecem deslocadas devido aos combates anteriores 60 mil pessoas aproximadamente.
Shoshani refere que se trata de uma medida provisória, aprovada pelo organismo de controlo do cessar-fogo, liderado pelos Estados Unidos. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que o país está comprometido com a retirada gradual de suas tropas, respeitando a segurança dos seus civis.
Por outro lado, o presidente libanês, Joseph Aoun, pediu o respeito pela trégua e expressou desconfiança em relação a Israel. O líder do Hezbollah, Naim Kassem, também criticou a permanência das tropas israelitas, destacando que não há justificação para tal ação.
O acordo de cessar-fogo, inicialmente firmado em novembro de 2023, estabelecia que os soldados israelitas seriam substituídos pelo exército libanês e pelas forças de paz da ONU até o final de janeiro, com o prazo prorrogado para 18 de fevereiro.
Além disso, o Hezbollah deveria retirar suas forças para o norte do rio Litani.
O conflito entre Israel e o Hezbollah teve início em 8 de outubro de 2023, após o lançamento de rockets pelo grupo militante, apoiado pelo Irão, em parceria com o Hamas, que dias antes havia atacado o sul de Israel, matando cerca de 1.200 pessoas.