O governo Israelita anunciou num comunicado oficial que planeia continuar a sua ocupação ilegal em cinco zonas específicas dentro do território Libanês após o prazo do cessar-fogo, que terminou esta terça-feira.
Apesar das forças militares Israelitas terem retirado as suas tropas das vilas fronteiriças, tal como acordado com o governo Libanês, cinco zonas estratégicas permanecerão ocupadas por tempo indefinido, decisão aceite pelos EUA mas contestada pelo Presidente Libanês Joseph Aoun e o Presidente do Parlamento Nabih Berri. Os postos militares Israelitas ficarão localizados no pico Jabal Blat e em 4 colinas perto de Labbouneh, Avivim e Malkia, Margaliot e Metula.
Israel informou que continuará a reforçar as suas bases militares junto da fronteira com o Líbano com novos postos de vigilância e respetivos radares e câmaras, juntamente com um aumento substancial de tropas para monitorizar qualquer atividade suspeita relacionada com o Hezbollah, apesar de ter garantido que as zonas fronteiriças estão ‘limpas’ de qualquer presença armada do grupo xiita, incluindo túneis e outras infraestruturas.
Entretanto, centenas de milhares de civis Libaneses retornaram às suas casas, muitas delas deparando-se com um cenário de destruição geral, especialmente em Khiam, Houla, Blida e Kfar Kila, onde equipas da Defesa Civil Libanesa buscaram e recuperaram restos mortais de dezenas de pessoas mortas pelas forças Israelitas durante a guerra. Mesmo durante o período do cessar-fogo acordado em Novembro passado, Israel efetuou 930 violações diplomáticas e lançou ataques contra civis, matando mais de 70 civis e ferindo cerca de 260 pessoas. E apesar da sua retirada oficial de território Libanês, Israel continua a sobrevoar o Líbano com drones militares que esporadicamente disparam contra civis e respetivas infraestruturas, dando a ideia de que a guerra poderá retomar a qualquer momento.
João Sousa, a partir do Líbano para a e-Global