Na madrugada da passada sexta-feira, a 13ª unidade naval israelita efectuou uma operação clandestina de infiltração em território Libanês e raptou um indivíduo acusado por Israel de ser um agente ao serviço do Hezbollah.
Este incidente foi gravado por câmaras de segurança na cidade costeira de Batroun, no norte do Líbano, perto de Tripoli, e envolveu uma incursão por parte de cerca de 15 oficiais israelitas fortemente armados, junto de um centro de ciência marítima, que forçaram o seu alvo a mover-se rapidamente em direcção à beira-mar, de onde depois partiram numa lancha para território israelita.
Segundo o governo de Israel, o indivíduo sequestrado trata-se de um alto comandante do Hezbollah e que terá informações importantes sobre as operações navais do grupo xiita, alegação entretanto negada pelo Hezbollah.
A família do Libanês raptado, que para já, está identificado como Imad Fadel Amhaz, contestou as acusações das autoridades Israelitas e indicou que Amhaz é simplesmente um capitão marítimo civil. A família mostrou também extrema frustração relativamente à ineficácia do governo Libanês em proteger os seus cidadãos dentro do próprio país.
Já o Primeiro-Ministro Libanês, Najib Mikati, condenou a operação Israelita e exigiu uma investigação para apurar as circunstâncias exactas que levaram ao rapto de Amhaz. Mikati instruiu ainda o Ministro dos Negócios Estrangeiros a apresentar uma queixa ao Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Este incidente foi o primeiro desta natureza desde o início da guerra entre Israel e o Hezbollah, e teve a particularidade de ter tido lugar numa zona do Líbano onde não há presença operacional do grupo xiita.
João Sousa, e-Global