No início desta semana, o Ministério dos Negócios Estrangeiros e dos Emigrantes do Líbano apresentou uma queixa à ONU sobre as repetidas violações Israelitas do cessar-fogo assinado em finais de Novembro de 2024, apelando ainda ao Conselho de Segurança para que pressione Tel Aviv a pôr fim aos seus ataques e a retirar as suas tropas do sul do país. Esta solicitação especificou três tabelas que detalham as violações Israelitas da soberania Libanesa em regime diário durante os meses de Outubro, Novembro e Dezembro de 2025.
O número destas violações foi de 542, 691 e 803, respetivamente, num total de 2.036 violações do cessar-fogo em vigor. Contudo, a quantidade de violações diplomáticas por parte de Israel contra o Líbano ultrapassa já as 10 mil, se for contemplado o período de tempo desde Novembro de 2024. Estas violações incluem bombardeamentos regulares, assassínios de membros do Hezbollah e civis Libaneses, e ocupação ilegal de território fronteiriço no sul do país.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros e dos Emigrantes realçou também o facto de Israel continuar a reter ilegalmente 9 cidadãos Libaneses (entre os quais um pastor e dois pescadores) em regime de prisão militar, exigindo a sua libertação nesta queixa às Nações Unidas. Os oficiais Libaneses mencionaram também as agressões militares Israelitas contra membros da FINUL (Força Interina das Nações Unidas no Líbano) e apelaram que a sua integridade seja preservada, devido à sua importância na manutenção de segurança no sul do Líbano.
Apesar dos apelos feitos regularmente pelo governo Libanês às Nações Unidas, Israel insiste em continuar com as suas agressões militares, alegando a sua legitimidade em atacar o Líbano enquanto o Hezbollah não for totalmente desarmado.
João Sousa, correspondente para a e-Global a partir do sul do Líbano