De acordo com um relatório recente patrocinado pela Organização das Nações Unidas (ONU), intitulado ‘Felicidade Mundial’, o Líbano está categorizado como o segundo país mais infeliz do mundo, com o Afeganistão a ocupar o último lugar nos índices mundiais de felicidade.
Este é o segundo ano consecutivo em que os libaneses veem o seu país no fundo da lista. Há vários fatores que explicam este fenómeno: a desvalorização da moeda nacional (com início em 2019), o impacto socioeconómico da pandemia, em 2020, a explosão no porto de Beirute no Verão desse ano, a precariedade no acesso a eletricidade, a combustíveis e a medicamentos, em 2021, a instabilidade política e ausência de um Presidente, desde 2022, e a guerra com Israel, desde finais de 2023 até ao momento.
Há ainda outros fatores que precedem os já referidos e que têm condicionado os índices de felicidade do povo libanês, nomeadamente a crescente crise dos refugiados sírios e a falta de confiança na classe política.
João Sousa