Na manhã desta quarta-feira, 21 de maio de 2025, uma delegação internacional de diplomatas, incluindo representantes de Portugal e do Brasil, foi alvo de disparos durante uma visita ao campo de refugiados de Jenin, na Cisjordânia ocupada. O incidente ocorreu enquanto o grupo observava a situação humanitária local, não havendo relatos de feridos.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros português confirmou que o chefe da missão diplomática em Ramallah, Frederico Nascimento, integrava a comitiva e se encontra em segurança. Em comunicado, o ministro Paulo Rangel condenou “liminarmente o ataque do exército israelita à comitiva diplomática” e assegurou que serão tomadas as medidas diplomáticas adequadas.
A delegação, composta por cerca de 20 diplomatas de diversos países, incluindo membros da União Europeia, China, Canadá, México, Japão e outros, estava a ser informada sobre a situação em Jenin pela Autoridade Palestiniana. Durante a visita, soldados israelitas dispararam tiros de advertência, levando o grupo a retirar-se rapidamente do local.
Este incidente ocorre no contexto da “Operação Muro de Ferro”, lançada por Israel em janeiro de 2025, com o objetivo declarado de neutralizar infraestruturas militantes na Cisjordânia. A operação tem sido alvo de críticas por parte da comunidade internacional devido ao aumento da violência e ao impacto sobre civis na região.