No segundo dia da sua visita ao Médio Oriente, Donald Trump discursou na Arábia Saudita onde anunciou que iria levantar todas as sanções norte-americanas da Síria, proporcionando uma nova esperança a um país que há mais de uma década se encontrava submetido a uma guerra civil e isolamento internacional e que, até recentemente, estava sob uma ditadura altamente repressiva e violenta.
Este anúncio era aguardado, já que, mesmo antes desta sua visita ao Golfo, Trump tinha sugerido normalizar relações diplomáticas com o novo regime Sírio liderado pelo seu presidente Ahmad al-Sharaa, com quem se vai reunir na quarta-feira. O processo de normalização foi inicialmente incentivado pelo Príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, também presente no discurso de Trump em Riade, que há quase 2 anos atrás já tinha convidado o ex-Presidente Sírio Bashar al-Assad a juntar-se à Liga Árabe com o intuito de incluir a Síria na resolução das várias crises que dominavam a região do Médio Oriente.
Embora o objetivo principal desta visita de Trump a Riade esteja essencialmente focado em garantir investimentos de 600 biliões de dólares, o ponto alto do seu discurso ocorreu quando o presidente dos EUA anunciou o levantamento das sanções à Síria, momento marcado por uma longa ovação em pé por parte da plateia presente. Este anúncio foi rematado com o desejo de que a Síria possa finalmente ter uma oportunidade de grandeza e prosperidade.
Trump referiu também o Irão, afirmando que tenciona prosseguir com negociações diplomáticas com o regime de Teerão, mas deixando o aviso que a segurança regional poderá ficar comprometida caso os potenciais acordos futuros entre as duas nações falhem.
A Turquia foi também mencionada durante o discurso, e será palco de negociações extensas a cargo do Secretário de Estado, Marco Rubio e do Ministro dos Negócios Estrangeiros da Síria, Asaad al-Shaibani.
A notícia do levantamento das sanções por parte dos EUA foi amplamente celebrada na noite de terça-feira por toda a Síria, com milhares de cidadãos a encher as ruas para comemorar este passo importante para a recuperação do seu país.
João Sousa, a partir do Líbano para a e-Global