O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, prometeu vingança contra o Hamas por uma “violação cruel e maliciosa” do acordo de cessar-fogo, após o grupo terrorista ter enviado, por engano, o corpo de uma mulher palestiniana, em vez de Shiri Bibi, mãe de dois filhos que foi assassinada.
O Hamas classificou o episódio como um “erro”.
Netanyahu acusou o grupo de agir com “cinismo indescritível” ao colocar restos mortais não identificados no caixão que deveria conter o corpo de Bibi, sequestrada juntamente com seus filhos.
Os restos mortais foram entregues, na quinta-feira, ao Estado de Israel.
Na véspera, o Hamas havia devolvido quatro caixões, que supostamente continham os corpos de Shiri Bibi, dos seus dois filhos, Kfir e Ariel Bibas, e do idoso Oded Lifshitz, de 83 anos.
No entanto, as autoridades israelitas revelaram que foram apenas identificados os restos mortais das crianças e de Lifshitz, enquanto o quarto caixão continha um corpo anónimo e não identificado.
O Hamas afirmou que está a investigar o caso e declarou não ter interesse em reter quaisquer corpos.
O grupo também solicitou a devolução dos restos mortais da mulher não identificada, que Israel confirmou ser de uma palestiniana.
Poucas horas após a identificação dos corpos, o enviado especial dos Estados Unidos para os reféns, Adam Boehler, alertou para uma “aniquilação total” se todos os reféns – vivos e mortos – não fossem devolvidos a Israel, tal como parte do acordado, reforçando a pressão sobre o Hamas.