O Conselho de Segurança da ONU debateu na passada quarta-feira a situação em Gaza, no contexto da segunda fase do plano de 20 pontos liderado pelos Estados Unidos, considerado “crucial” para a consolidação do cessar-fogo, segundo o vice coordenador especial da ONU para o Processo de Paz no Médio Oriente, Ramiz Alakbarov. A etapa envolve a criação de órgãos como o Conselho de Paz, o Comité Nacional para a Administração de Gaza e o Gabinete do Alto Representante para Gaza.
Alakbarov sublinhou que existe “uma oportunidade genuína para um futuro melhor”, mas alertou que muitas incertezas persistem. O representante da ONU destacou a importância da desmilitarização da Faixa de Gaza e de acordos de segurança para permitir o avanço do plano de paz, lembrando que praticamente toda a população continua a necessitar de ajuda humanitária. As condições de vida permanecem críticas, com cerca de 1,5 milhão de palestinos deslocados a enfrentar frio e tempestades em tendas improvisadas.
O vice coordenador informou ainda que a passagem de Rafah foi aberta para circulação de pedestres, mas alertou que a oferta de abrigo continua limitada devido a restrições de materiais e conhecimentos técnicos. Apesar do cessar-fogo, operações militares e ataques continuam, resultando em vítimas entre civis palestinos e israelenses.
Alakbarov saudou também a devolução do último refém em Gaza a Israel, apontando que este gesto permite iniciar “um processo de cura” para as famílias afetadas. A ONU reafirma o seu papel de apoio ao Comité de Administração e aos palestinos, promovendo serviços públicos essenciais, assistência humanitária e o trabalho de reconstrução em Gaza.