ONU condena morte de jornalistas em ataque a hospital em Gaza e pede responsabilização

Cinco jornalistas palestinianos foram mortos em ataques aéreos israelitas ao Hospital Nasser, em Khan Younis, Gaza, elevando para 247 o número de profissionais de imprensa mortos desde o início da guerra, segundo o gabinete de direitos humanos da ONU.

Entre os mortos estão Ahed Abu Aziz, Hussam al-Masri, Mariam Dagga, Mohammed Salama e Moaz Abu Taha, que trabalhavam para meios como Middle East Eye, Associated Press, Al Jazeera e Reuters. Também faleceram quatro profissionais de saúde, num total de pelo menos 20 vítimas.

Vídeos do local mostram que um segundo ataque atingiu os socorristas que haviam chegado à primeira explosão, segundo a ONU. O porta-voz Thameen Al-Kheetan apelou à responsabilização e sublinhou que a violência contra jornalistas e hospitais viola o direito internacional.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, descreveu o incidente como um “trágico erro” e anunciou uma investigação militar. No entanto, o gabinete de direitos humanos da ONU alertou que as investigações anteriores não produziram resultados concretos nem responsabilização, exigindo justiça para as vítimas.

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