O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, concluiu na quinta-feira uma visita de seis dias à China, sinalizando o reforço da relação com o seu maior parceiro comercial. A deslocação incluiu encontros com o presidente chinês, Xi Jinping, o primeiro-ministro Li Qiang e o presidente do Congresso Nacional do Povo, Zhao Leji.
Durante a visita, foram assinados seis acordos, incluindo a revisão do Acordo de Livre Comércio para 2025-2026 e entendimentos fitossanitários.
A China representa atualmente 25,7% da balança comercial australiana, enquanto os EUA, tradicional aliado de Camberra, respondem por 9,9%.
A visita ocorreu num momento de normalização gradual das relações bilaterais, após anos de tensão marcados por disputas comerciais, restrições chinesas a produtos australianos e desacordos sobre segurança e tecnologia.
A oposição criticou Albanese por não adotar uma posição mais firme sobre a presença militar chinesa próxima ao território australiano.
Esta foi a segunda visita de Estado de Albanese à China desde que assumiu o cargo em 2022. Desde então, o governo trabalhista tem procurado estabilizar os laços com Pequim, num esforço apoiado por setores económicos dependentes do mercado chinês.