O Partido Trabalhista australiano garantiu a reeleição de Anthony Albanese para um novo mandato de três anos, após conquistar a maioria absoluta na Câmara dos Representantes. Trata-se da segunda vitória consecutiva da formação trabalhista em mais de duas décadas, consolidando-se como força dominante na cena política do país.
O cenário eleitoral envolveu mais de 18 milhões de votantes.
Segundo os dados divulgados pela Comissão Australiana de Eleições, o partido de Albanese obteve 83 dos 150 lugares disponíveis na câmara baixa, ultrapassando confortavelmente os 76 necessários para governar com maioria. Os trabalhistas asseguraram 54,9% da representação parlamentar.
No seu discurso de vitória, o chefe do governo expressou agradecimento ao povo australiano, sublinhando o sentimento de responsabilidade e humildade com que encara a renovação da confiança dos eleitores.
A coligação liderada pelo Partido Liberal, com Peter Dutton à frente, ficou-se pelos 38 lugares, enquanto o parceiro de coligação, o partido nacionalista The Nationals, elegeu 10 deputados.
Com 99% dos votos já contados, os Verdes ficaram de fora da nova composição parlamentar, não tendo conseguido eleger qualquer representante.
O partido minoritário Katter’s Australian Party obteve um único assento, e os candidatos independentes garantiram 10 lugares.
Na noite eleitoral, o líder da oposição reconheceu publicamente a derrota.
Peter Dutton admitiu que a campanha liberal não foi suficiente para convencer o eleitorado, agradecendo aos candidatos e apoiantes do partido. Dutton perdeu inclusive o seu próprio assento parlamentar no distrito de Dickson, no estado de Queensland, tornando-se no primeiro líder da oposição a não ser reeleito numa eleição federal, tal como haviam antecipado alguns analistas políticos.