As Nações Unidas assinalaram hoje, 15 de setembro, o Dia Internacional da Democracia, destacando a importância da participação ativa dos cidadãos, governos e sociedade civil na defesa e promoção deste valor universal. A efeméride celebra-se pelo 18.º ano consecutivo e coincide com os 20 anos da criação do Fundo das Nações Unidas para a Democracia, que tem apoiado projetos de diálogo, inclusão e fortalecimento das instituições democráticas em todo o mundo.
Numa mensagem alusiva à data, o secretário-geral António Guterres sublinhou que a democracia só prospera quando é movida pela vontade do povo, expressa através da voz, das escolhas e da participação de cada cidadão. “Uma democracia que exclui não é democracia”, afirmou, reforçando que os direitos humanos e as liberdades fundamentais, sobretudo dos mais vulneráveis, devem ser respeitados sem exceção.
Guterres recordou ainda a sua própria experiência de participação na transição de Portugal da ditadura para a democracia, para ilustrar o papel central do envolvimento popular em processos de mudança política. A ONU associou também a democracia à liberdade de expressão, consagrada no Artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, mas que continua a ser restringida em vários contextos por governos e detentores do poder.
A organização exorta a comunidade internacional a renovar o compromisso com sociedades mais inclusivas, abertas ao diálogo e baseadas na confiança mútua, condições essenciais para o fortalecimento democrático e para a proteção das gerações futuras.