No Dia Mundial da Criança, celebrado hoje, 20 de novembro, a ONU relembra os avanços históricos conquistados desde a Declaração dos Direitos da Criança (1959) e a Convenção de 1989, mas alerta que milhões de menores continuam a enfrentar pobreza extrema, violência, exclusão escolar e desigualdade digital.
A data, criada em 1954, reforça a importância de governos, famílias, educadores e setor privado unirem esforços para garantir uma infância segura e plena.
Em mensagem especial, o secretário-geral António Guterres destacou o contraste entre o compromisso global com os direitos das crianças e a realidade dramática vivida por muitos. Apontou que crises climáticas, conflitos armados, instabilidade económica e riscos online ameaçam o presente e o futuro de milhões. Em zonas de guerra, crianças continuam a ser mortas, feridas e deslocadas, numa violação grave da consciência humana.
Guterres saudou iniciativas internacionais recentes — como o Pacto para o Futuro e o Compromisso Digital Global — que reforçam a proteção no ambiente digital e procuram combater desigualdades estruturais. Para este responsável, é urgente expandir sistemas de proteção social, garantir acesso universal à saúde e educação e enfrentar crises humanitárias e climáticas que interrompem a infância.
A ONU lembra que assegurar os direitos das crianças é uma responsabilidade coletiva. Só com políticas consistentes, investimento contínuo e cooperação global será possível construir um mundo em que todas as crianças cresçam com dignidade, paz e oportunidades.