A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+), reunida online a 7 de setembro, anunciou que irá aumentar a produção de crude em 137 mil barris por dia a partir de outubro de 2025. Esta decisão marca o início da reversão de cortes voluntários de 1,65 milhões de barris por dia, em vigor desde abril de 2023.
O anúncio surge após a conclusão antecipada da primeira fase de flexibilização, que entre abril e setembro acrescentou 2,2 milhões de barris diários ao mercado. O novo ajuste será liderado pela Arábia Saudita e pela Rússia, cada uma acrescentando 42 mil barris diários, num esforço conjunto que inclui também os Emirados Árabes Unidos, Iraque, Argélia, Kuwait, Cazaquistão e Omã.
Apesar da decisão, alguns responsáveis da OPEP+ admitem que os volumes efetivamente colocados no mercado poderão ser mais baixos, entre 60 e 70 mil barris diários, devido a limitações técnicas e a compensações por excesso de produção anterior. O Iraque, por exemplo, tem pressionado para rever a sua quota, alegando que esta não reflete as suas reservas e capacidade produtiva.
No mercado internacional, o Brent manteve-se em torno dos 65 dólares por barril no início de setembro, apoiado por baixos níveis de inventários e tensões geopolíticas envolvendo o Irão e a Rússia. Analistas alertam, no entanto, para a possibilidade de um excedente significativo em 2025 e na primeira metade de 2026, embora a OPEP se mantenha otimista, projetando a procura média mundial em 105,1 milhões de barris diários no próximo ano.