Páscoa mais cara: clima e cortes na ajuda impulsionam preços do chocolate

O preço do chocolate para a Páscoa disparou devido às alterações climáticas na África Ocidental e aos cortes nos orçamentos de ajuda internacional. Fenómenos extremos, como chuvas intensas, secas e ondas de calor, reduziram a produção de cacau em até 40% nos últimos três anos, afetando países produtores como Costa do Marfim e Gana, responsáveis por cerca de 60% do cacau mundial.

O impacto chega aos consumidores: ovos Galaxy subiram 105% desde 2023, Cadbury Creme Eggs 81%, e coelhos Lindt Gold 77%, com alguns produtos mais que dobrando de preço. Em 2025, o aumento médio do chocolate na UE foi de 18%, muito acima da inflação geral de 2,5%.

Especialistas alertam que, sem redução das emissões e reforço da segurança das cadeias de abastecimento, os preços continuarão a subir. A situação é agravada por cortes na ajuda climática de países europeus, como Alemanha, Suíça, França, Países Baixos e Reino Unido, que reduziram fundos destinados a apoiar os produtores nos países em desenvolvimento.

Chris Jaccarini, da ECIU, considera esta “egg-flation” um alerta do impacto direto das alterações climáticas na vida quotidiana e no custo de alimentos.

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