A biodiversidade mundial enfrenta um declínio preocupante, com as populações de animais selvagens monitorizadas a registarem uma redução média de 73% entre 1970 e 2022, segundo o Relatório Planeta Vivo 2026, divulgado pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF).
Os cientistas alertam que a velocidade da perda de espécies poderá indicar uma sexta extinção em massa, desta vez impulsionada sobretudo pela atividade humana. A destruição de habitats, a poluição, a agricultura intensiva e as alterações climáticas estão entre as principais causas.
As consequências afetam diretamente as populações humanas, ameaçando a produção alimentar, a disponibilidade de água potável e o desenvolvimento de medicamentos. A diminuição de polinizadores e a degradação dos ecossistemas podem ainda agravar dificuldades económicas e riscos para a saúde.
Perante este cenário, a conferência das Nações Unidas sobre biodiversidade, realizada em Erevan, na Arménia, procura acelerar medidas de proteção da natureza até 2030. Especialistas destacam que a recuperação de espécies, como as tartarugas-verdes e as lontras-marinhas, demonstra que os esforços de conservação podem produzir resultados positivos.