Programa da OMS reduz infecções e mortes maternas em 30%

Um novo estudo da OMS, do Programa Especial de Reprodução Humana (HRP) da ONU e da Universidade de Liverpool mostra que uma abordagem estruturada de prevenção e controlo de infecções pode reduzir em 30% as infecções graves e mortes maternas. Os resultados foram publicados no New England Journal of Medicine.

O ensaio, realizado em 59 hospitais do Malawi e do Uganda com mais de 431.000 mulheres, avaliou o programa APT-Sepsis, que reforça práticas-chave como higiene das mãos, deteção precoce de infecções, tratamento atempado e aplicação do pacote FAST-M (fluidoterapia, antibióticos, controlo da fonte, transferência quando necessário e monitorização). As unidades que adoptaram o programa registaram melhorias significativas na higiene das mãos, uso adequado de antibióticos e monitorização de sinais vitais.

Segundo a OMS, o estudo prova que aplicar de forma consistente as recomendações clínicas – mesmo em contextos com poucos recursos – transforma a qualidade dos cuidados maternos e salva vidas.

A OMS e parceiros trabalham agora para apoiar países na adaptação e expansão do modelo, garantindo que as lições aprendidas no Malawi e Uganda reforcem as estratégias globais de qualidade de cuidados e prevenção de infecções.

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