Novos estudos indicam que as vacinas de mRNA desenvolvidas para a Covid-19 podem ter um efeito inesperado: reforçar o sistema imunitário e aumentar a eficácia de terapias oncológicas, como a imunoterapia.
A investigação sugere que pacientes com cancro vacinados nos 100 dias anteriores ao início do tratamento viveram, em média, mais tempo.
Num estudo com mais de mil doentes com cancro do pulmão avançado, os vacinados tiveram uma sobrevivência mediana de cerca de três anos — o dobro dos não vacinados. Resultados semelhantes foram observados em casos de melanoma metastático.
Os cientistas explicam que a vacinação com mRNA estimula as células dendríticas, que “ensinam” o sistema imunitário a reconhecer tumores como ameaças, orientando as células T para atacar as células cancerígenas.
Ensaios clínicos de Fase 3 estão prestes a começar para confirmar os resultados. Se forem validados, a tecnologia mRNA poderá abrir uma nova frente no tratamento do cancro, aproveitando a capacidade natural do corpo para combater a doença.