Aproximadamente 400 organizações da sociedade civil venezuelana exigiram a libertação imediata da defensora dos direitos humanos, Rocío San Miguel, acusada pelo Ministério Público de “traição” e “terrorismo” contra o Presidente Nicolás Maduro.
San Miguel, 57 anos, advogada de profissão e Diretora da ONG Controlo Cidadão, é especialista em assuntos militares e altamente crítica no que diz respeito à atuação das Forças Armadas, tanto na administração de Hugo Chávez como na de Maduro.
A advogada preparava-se para viajar com a sua filha, para Miami, quando foi detida por agentes das forças de segurança, no Aeroporto Internacional Simón Bolivar. Conforme denunciado pelos seus advogados, por mais de 100 horas, familiares e amigos não tiveram quaisquer informações sobre o seu paradeiro.
O Procurador-Geral da Venezuela, Tarek Williams Saab, confirmou nas redes sociais, a prisão de San Miguel, sem esclarecer quem executou o mandado de prisão. Também detidos estavam os familiares de San Miguel, entretanto libertados.
A ONU instou o Governo “a pôr termo à onda de repressão contra opositores que se está a intensificar no país”.
Esta acção contribuí para o tenso clima político na Venezuela, que se prevê ser ainda maior, em ano de eleições presidenciais.