Um novo relatório da Anthropic conclui que, apesar dos receios, a inteligência artificial está mais a apoiar do que a substituir trabalhadores, pelo menos para já. O estudo analisou cerca de dois milhões de conversas anonimizadas com o assistente Claude e mostra que a IA está a ser usada de forma desigual entre profissões e países.
Segundo o relatório, 49% dos empregos já recorrem à IA em pelo menos um quarto das tarefas, sobretudo em áreas como a programação e outras funções que exigem níveis de educação mais elevados. No entanto, a IA não afeta todos os trabalhos da mesma forma: em alguns casos elimina tarefas mais complexas, noutros as mais simples.
A Anthropic destaca que a IA é usada tanto para automatizar tarefas como para apoiar o trabalho humano, sendo este segundo uso ainda predominante. Tarefas mais complexas revelam menor fiabilidade, o que limita os ganhos reais de produtividade e exige supervisão humana.
O relatório aponta também diferenças geográficas: países mais ricos usam a IA sobretudo para trabalho e uso pessoal, enquanto países com rendimentos mais baixos recorrem mais à IA para fins educativos.
A principal conclusão é que o impacto da IA no emprego é gradual e complexo, dependendo do tipo de tarefa, do contexto económico e da forma como a tecnologia é integrada no trabalho.