Cortes na ajuda humanitária colocam milhões em risco, alerta ONU

Mais de 300 milhões de pessoas precisam urgentemente de ajuda, mas os fundos da ONU estão em queda, atingindo este ano um mínimo histórico, alertou Tom Fletcher, chefe de ajuda humanitária da organização.

Um terço dos recursos do Fundo Central de Resposta a Emergências (CERF) será destinado ao Sudão e ao Chade, acolhendo milhares de deslocados.
Outros países como o Afeganistão, República Centro-Africana, Honduras, Níger, Somália, Venezuela e Zâmbia também serão beneficiados. Parte do montante visa mitigar os impactos das alterações climáticas.

A UNICEF denuncia que os cortes na ajuda internacional dificultam o atendimento a milhões de crianças em situação de emergência.

Segundo a diretora da agência, Catherine Russell, há necessidades crescentes, mas menos financiamento, comprometendo vacinações, educação e serviços básicos.

No Afeganistão, mais de 23 milhões precisam de assistência. O país enfrenta uma crise severa sob o regime Talibã, com 3,5 milhões de crianças desnutridas e minas terrestres que matam ou ferem 55 pessoas por mês, muitas delas crianças.

Os cortes já provocam o encerramento de 200 unidades de saúde, afetando 1,8 milhões de pessoas. Especialistas alertam que a falta de financiamento ameaça vidas e compromete avanços no desenvolvimento.

 

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