Guiné-Bissau: APU-PDGB não quer os seus militantes no actual governo

A Assembleia do Povo Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB) deu instruções a todos os seus militantes para demitirem-se do governo da iniciativa presidencial, devido à “gravidade destes factos antidemocráticos perpetrados pelo Presidente da República, numa desesperada tentativa de instaurar regime ditatorial na Guiné-Bissau”.

De acordo com Nuno Gomes Nabiam, antigo primeiro-ministro do governo de Umaro Sissoco Embaló, “no decurso dessa governação, tem registado factos tristes provocados por constantes e incompreensíveis interferências do Presidente da República junto das instituições soberanas e departamentos governamentais, violando os princípios fundamentais da separação e interdependência dos poderes”.

“Como se isso não bastasse, o Presidente da República decidiu pelo sequestro das instituições democráticas, acabando por dissolver ilegalmente a Assembleia Nacional Popular, apenas cinco meses depois da sua instalação, sem a marcação das eleições legislativas em conformidade com a Constituição da República, também o mesmo fez, sequestrando o Supremo Tribunal de Justiça, a Procuradoria-Geral da República, a CNE, o Tribunal de Contas, entre outras, sempre orquestrando falsos processos na vã tentativa antidemocrática de garantir o seu segundo mandato presidencial”, lê-se na declaração política tornada pública por Nuno Gomes Nabiam

A APU-PDGB lembrou também ao chefe de Estado, Umaro Sissoco Embalo que o seu mandato presidencial termina a 27 de Fevereiro de 2025, data em que o novo Presidente da República eleito deverá entrar em funções, e insiste que “devem ser marcadas as eleições presidenciais antes do término do mandato presidencial” de Umaro Sissoco Embalo, em Fevereiro de 2025.

O partido chefiado por Nuno Gomes Nabiam, que dispõe apenas de um deputado na Assembleia Nacional Popular, avança que solidariza-se com as direcções do MADEM-G15, PRS e PAIGC, por o que qualifica de “interferências, assaltos às sedes desses partidos e manipulações dos seus militantes e dirigentes pelo Presidente da República, Umaro Sissoco Embalo”.

A APU-PDGB responsabiliza também Umaro Sissoco Embaló pela degradação geral do estado social e democrático da Guiné-Bissau caso “resistir na não marcação das eleições presidenciais para Novembro de 2024, teimando na falsa consulta do constitucionalista português Professor Doutor Jorge Bacelar Gouveia”.

O líder da Assembleia Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau, Nuno Gomes Nabiam, destacara como um aliado do actual Presidente tendo presidiu a tomada de posse simbólica de Umaro Sissoco Embaló em 2020, na qualidade de vice-presidente do Parlamento.

Mamandin Indjai

One Comment

  1. José de matos

    O presidente atual da Guiné Bissau quer impor uma ditadura entrou ele não foi ao dia da vitória de Putin a Moscovo e viu que lá as ditaduras de um louco prevalecem pobre povo amigo da Guiné Bissau que vai sofrer muito com esta atitude do seu presidente

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