As Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) já vieram confirmar, através de um comunicado oficial, que uma viatura militar devidamente caracterizada esteve envolvida no atropelamento de uma cidadã de 29 anos.
O incidente ocorreu nesta quarta-feira, 27 de novembro, na Avenida Eduardo Mondlane, na cidade de Maputo.
Segundo o mesmo comunicado, o veículo fazia parte de uma coluna militar em missão de proteção de objetos económicos essenciais e de limpeza e desbloqueio de vias públicas no contexto das manifestações pós-eleitorais.
As FADM assumiram total responsabilidade pelo sucedido e comprometeram-se a garantir assistência médica e psicossocial à vítima, que foi levada para o Hospital Central de Maputo para receber tratamento adequado, com acompanhamento direto das forças militares.
Apesar de terem lamentado profundamente o ocorrido, as FADM apelaram à população para respeitar rigorosamente o código de estrada, principalmente no que diz respeito à prioridade de circulação de viaturas militares em operação.
PODEMOS critica atropelamento durante manifestações
O Partido Povo Optimista Para o Desenvolvimento de Moçambique (PODEMOS) repudiou publicamente o referido atropelamento.
É através de um comunicado de imprensa que a formação política exige a publicação dos nomes dos integrantes da viatura que atropelou a cidadã e a instauração de um processo-crime contra os mesmos.
Foi ainda deixado um apelo à demissão do Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança (FDS), da Procuradora-Geral da República (PGR) e do Comandante-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM) “como primeiro passo para a reposição da ordem em que as instituições estão ao serviço do povo moçambicanos”.