O Fundo Monetário Internacional (FMI) defendeu que a China deve reforçar os estímulos económicos, melhorar a proteção social e apoiar o setor imobiliário para impulsionar o consumo interno e garantir um crescimento mais sustentável. A recomendação surge num relatório publicado a 18 de fevereiro de 2026.
Segundo o FMI, a economia chinesa cresceu 5% em 2025 e deverá expandir-se 4,5% em 2026, mantendo-se como um dos principais motores da economia mundial. No entanto, o modelo económico continua dependente das exportações, enquanto a procura interna permanece fraca, em parte devido à crise prolongada no setor imobiliário e à insuficiente rede de proteção social.
A instituição recomenda um pacote de políticas que inclua maior estímulo orçamental, flexibilização monetária e reforço dos apoios sociais, como pensões, cuidados de saúde e subsídios de desemprego. Estas medidas poderão aumentar a confiança das famílias e incentivar o consumo, reduzindo a necessidade de poupança por precaução.
O FMI sugere ainda reformas no sistema de registo residencial e alterações fiscais que reduzam as desigualdades e aumentem o rendimento disponível das famílias. Segundo a organização, estas medidas poderão aumentar o peso do consumo no PIB em cerca de quatro pontos percentuais nos próximos cinco anos.
De acordo com o FMI, uma economia chinesa mais orientada para o consumo tornaria o crescimento mais equilibrado e resiliente, com impacto positivo não só no país, mas também na economia global, dado que a China representa cerca de 30% do crescimento económico mundial.