O conhecido advogado, palestrante e antigo chefe da brigada anticorrupção do Quénia, PLO Lumumba, escreveu uma carta ao presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, alertando que a xenofobia, responsável por várias consequências negativas contra estrangeiros, pode comprometer a unidade entre os povos africanos.
“A xenofobia, em qualquer forma que se manifeste, representa uma rejeição dessa história partilhada. Ela mina os ideais do panafricanismo e corrói o princípio da unidade africana”, escreveu Lumumba.
Na carta de três páginas, citada pela “Capital FM”, o activista anticorrupção apelou às autoridades sul-africanas para que tomem medidas decisivas com vista a garantir a segurança de todas as pessoas, independentemente da sua nacionalidade, bem como responsabilizar os autores de actos xenófobos.
PLO Lumumba criticou ainda o presidente do ANC, afirmando que “não é correcto que a República da África do Sul defenda os palestinianos em Gaza e, ao mesmo tempo, seja vista a perseguir os seus próprios irmãos de outros países africanos”.
Os actos xenófobos na África do Sul têm como alvo cidadãos estrangeiros, sob alegações de que os sul-africanos enfrentam dificuldades de acesso ao emprego porque as vagas estariam a ser ocupadas por imigrantes.
Entretanto, através do seu porta-voz, o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, que orientou as forças de segurança a tomarem medidas contra manifestantes violentos, afirmou nesta quinta-feira que os sul-africanos não são violentos.