Estudo sugere que canhotos têm vantagem natural em contextos competitivos

Um estudo da Universidade de Chieti-Pescara indica que a persistência dos canhotos na população mundial pode estar ligada a uma vantagem em situações de competição. Cerca de 10% das pessoas são canhotas — uma proporção que se mantém praticamente inalterada há milhares de anos.

A investigação, publicada na revista Scientific Reports, sugere que a raridade dos canhotos os torna mais imprevisíveis para adversários, conferindo vantagem em confrontos diretos. Os cientistas relacionam este fenómeno com o conceito de “estratégia evolutivamente estável”, da teoria dos jogos aplicada à biologia.

Num dos estudos, mais de 1100 participantes responderam a questionários sobre lateralidade e competitividade. Os resultados mostraram que pessoas com maior tendência para usar a mão esquerda demonstravam também maior orientação para objetivos pessoais e menor tendência para evitar situações competitivas.

Já testes laboratoriais com 48 participantes não revelaram diferenças relevantes na destreza manual, sugerindo que a vantagem pode estar mais associada a fatores psicológicos do que físicos.

Segundo os investigadores, a sociedade pode ter evoluído com um equilíbrio entre a maioria destra, associada a dinâmicas de cooperação, e uma minoria canhota que se destaca em contextos de confronto. Essa combinação poderá explicar porque a proporção de canhotos se mantém estável ao longo da história.

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