O preço do cacau voltou a superar os 5.000 dólares por tonelada, alcançando o valor mais elevado desde janeiro. A subida é atribuída à cobertura de posições curtas e às preocupações com o abastecimento devido às condições meteorológicas.
Os mercados acompanham o fim da colheita intermédia na África Ocidental e a preparação da colheita principal, prevista para setembro, num contexto de risco crescente associado ao El Niño. Na Costa do Marfim, maior produtor mundial, o excesso de chuva tem gerado receios de inundações, aumento de doenças nas plantações e perda de qualidade dos grãos.
Apesar da valorização recente, o cacau continua bastante abaixo do recorde histórico registado em abril de 2025, quando ultrapassou os 12.000 dólares por tonelada. Os analistas alertam que a evolução dos preços dependerá das condições meteorológicas nas próximas semanas e do impacto destas na produção dos principais países exportadores.