Obesidade estabiliza nos países ricos, mas continua a crescer no mundo em desenvolvimento

As taxas de obesidade estabilizaram em grande parte da Europa Ocidental e noutros países ricos, mas continuam a aumentar de forma acelerada em muitos países de baixo e médio rendimento, segundo um estudo global publicado na revista Nature.

A investigação analisou dados de 232 milhões de pessoas em 200 países entre 1980 e 2024 e concluiu que não existe uma única “epidemia global” de obesidade, já que a evolução varia bastante entre regiões, idades e sexos.

Na Europa Ocidental, países como França, Itália e Portugal começaram mesmo a registar ligeiras descidas na obesidade infantil desde a década de 2010. Já nos adultos, os níveis mantêm-se geralmente abaixo dos 25%.

Em contraste, a obesidade continua a crescer rapidamente em várias regiões da África, Ásia, América Latina e ilhas do Pacífico. Em países como Tonga e Ilhas Cook, mais de 65% dos adultos são obesos.

Os investigadores apontam fatores como alimentação ultraprocessada, sedentarismo, desigualdade social e acesso limitado a cuidados de saúde. O estudo defende políticas adaptadas a cada país, incluindo impostos sobre açúcar, promoção de alimentação saudável e maior acesso a tratamentos.

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